Mercado: BB segue como maior player da indústria de fundos, e BOVESPA tem o melhor resultado acumulado em 10 anos

Dez maiores gestores de recursos controlam 79% do patrimônio líquido doméstico

Ao final de abril deste ano, o patrimônio líquido total administrado por terceiros (que inclui fundos, clubes e carteiras administradas) no Brasil era de R$ 1,178 trilhão (excluindo fundações, seguradoras e outros). Deste total, 79,62%, ou R$ 938 bilhões, estava nas mãos das dez maiores instituições administradoras. De acordo com os dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), pode-se observar que a intensidade da concentração varia entre as diferentes categorias de carteiras no mercado doméstico.
Tipo de Carteira% PL Top 10 Abril/2009
Curto Prazo94,11%
Referenciado DI88,02%
Renda F ixa88,11%
Multimercados62,44%
Cambial92,04%
Dívida Externa29,42%
Ações67,54%
Previdência94,73%
FIDC73,78 %
Participações73,49%
Exclusivos Fechados22,34%
Off Shore72,03%
Imobiliário13,02%
Total*79,62%

*Patrimônio líquido concentrado pelos maiores adminis tradores no acumulado

Os fundos imobiliários, por exemplo, apresentam a menor concentração da indústria, ao passo que as carteiras de fundos d e previdência mostram o market share mais condensado, com quase 95% do patrimônio líquido concentrado nos dez maiores gestores. Maiores administradoras
O Banco do Brasil segue ocupando o posto de maior player do mercado doméstico de gestão de recursos, controlando 21,09% do PL total da indústria de fundos no País. A segunda posição fica com o Bradesco, que detém 13,3 9% de participação. Na sequência aparecem Itaú, Caixa Econôm ica Federal e Santander. Todavia, tal ranking varia drasticamente conforme a categoria de carteira analisada. Em "fundos imobiliários", por exemplo, o Unibanco possui liderança, detendo 12,25% do mercado. Confira na tabela abaixo:
Tipo de CarteiraMaior Instituição Administradora% PL Total Abril/2009
Curto PrazoBanco do Brasil68,29%
Referencia do DIItaú20,20%
Renda FixaBanco do Brasil20,84%
MultimercadosBanco do Brasil17,19%
CambialBanco do Brasil24,62%
Dívida ExternaUBS10,47%
AçõesBanco do Brasil33,63%
PrevidênciaBradesco34,81%
FIDCUnibanco51,93%
ParticipaçõesCaixa40,86%
Exclusivos FechadosItaú22,34%
Off ShoreBanco do Brasil51,84%
ImobiliáriosUnibanco12,24%

A importância da competição

Como em qualquer outro mercado, a concentração desestimula a competitividade. No caso dos fundos de investimento, uma maior dissipação do patrimônio líquido total proporcionaria, além de melh orias de eficiência e gestão, estímulo à queda das taxas administrativas cobradas. Ganhos de eficiência, melhores práticas de gestão e menores taxas administrativas tendem a resultar em aumento de rentabilidade dos fundos, ou seja, maiores ganhos para o investidor. Fonte: ANBID - Associação Nacional dos Bancos de Investimentos
Ibovespa conquista posto de melhor investimento pelo terceiro mês seguido
Após subir 7,18% em março e impressionantes 15,55% em abril (melhor desempenho desde fevereiro de 2005), o Ibovespa respondeu aos que duvidavam da força para maiores ganhos com valorização de 12,49% em maio. Garantindo assim, em maio, o posto de melhor investimento pelo terceiro mês consecutivo. A aplicação em bolsa sobrou no quinto mês de 2009. Bem atrás, com retornos inferiores a 1%, apareceram as alternativas de renda fixa. Quem aplicou em CDBs pré-fixados de 30 dias obteve um ganho bruto médio de 0,77% no mês, o que corresponde a uma rentabilidade de 0,84% quando se pondera a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) no período. Percentuais idênticos foram apresentados pelo CDI. Já a tão comentada caderneta de poupança, que pode ter seus rendimentos tributados em determinadas carteiras superiores a R$ 50 mil a partir do próximo ano, apresentou retorno nominal de 0,55%. A pior escolha em maio se mostrou a aplicação em dólar.
A moeda norte-americana, medida pela Ptax calculada pelo Banco Central, teve queda nominal de 9,42% no mês , ficando em R$ 1,973 na venda. Por sua vez, o dólar comercial desvalorizou-se 9,53% e chegou a R $ 1,975, mínima desde outubr o passado. Enquanto a maior parte dos analistas de mercado atribui tal comportamento do mercado cambial ao maior fluxo de capital estrangeiro no País - via comércio e/ou via financeira - há quem defenda que investidores institucionais pressionaram pela queda da moeda após leilão de swap cambial reverso - no qual ocorre a troca da variação do dólar pela variação da taxa de juros - com vencimento em 1 de junho, realizado pelo BC na primeira semana do mês. Prós e contras Após dois meses de rali na bolsa, sobravam dúvidas. A principal delas, até que ponto era justificada a exuberante precificação da crescente perspectiva de retomada econômica próxima. A gripe suína tentou depositar tensão no ambiente de negócios, sem grande sucesso. Os testes nucleares da Coreia do Norte, idem. Mais serviram de justificativa para ajustes pontuais das bolsas globais. Notas de crédito de economias centrais, estas sim preocuparam. O Japão perdeu o "AAA" atribuído pela Standard & Poor´s e o Reino Unido teve seu rating colocado em perspectiva negativa pela Moody´s. Com isso, todos os olhos se voltaram à possibilidade de os EUA se despedirem, mesmo que temporariamente, do mais alto patamar dado ao risco de títulos de dívida pelas principais agências de classificação. Ainda mais levando em conta as maciças emissões do Tesouro norte-americano visando financiar o intervencionismo público na maior economia do mundo, com contraponto na ampliação do déficit do governo. Posteriormente viriam as agências a público colocar panos quentes na questão. No que se refere às montadoras norte-americanas, que também ocuparam amplamente o noticiário dos mercados em maio - seja pelo rumor de uma ou pelo fato de outra entrar em concordata - os investidores interpretaram as ocorrências de maneira um tanto quanto tranquila. Com a definição da situação de Chrysler e GM, os mercados contariam com dúvidas a menos. O mesmo, em menor magnitude, foi dito em referência aos bancos. Enquanto indicadores do mercado de crédito mostravam melhora, o antes temido resultado do teste de estresse promovido pelo Tesouro norte-americano nas 19 maiores instituições financeiras do país acalmou investidores e permitiu rali aos ativos do setor. Ainda que o coro dos ceticistas tenha feito valer dúvidas quanto a eficácia do teste. Alguns indicadores econômicos preocuparam, outros agradaram. Líderes econômicos e políticos ao redor do mundo viriam resolver a indefinição com declarações alentadoras. Melhor para o mercado de commodities, que mais uma vez experimentou fortes ganhos. E por falar em matérias-primas, maio contou também com todo o noticiário envolvendo o reajuste dos preços do minério de ferro comercializado pelas gigantes do setor - Vale, BHP Billiton e Rio Tinto - na Ásia. Para a Vale este foi o principal assunto do mês. Já para a Petrobras, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigará mudança feita na maneira da estatal petrolífera contabilizar a tributação de variações cambiais e distribuição de royalties, dentre outras questões. Também teve grande repercussão o anúncio da união de Sadia e Perdigão. Gerdau e Gafisa nos extremos do Índice Bovespa A temporada de resultados corporativos foi determinante para a definição das ações que melhor e pior performaram no Ibovespa. Dentre os 65 ativos que compõem o principal índice de ações da BM&F Bovespa, foi a ação preferencial da Gerdau (GGBR4), com valorização de 31,27%, aquela de melhor desempenho. Além de sinais de recuperação do mercado imobiliário norte-americano e alta dos preços das commodities, os resultados relativos ao primeiro trimestre de 2009 impulsionaram os papéis. O gerenciamento de custos foi elogiado por analistas. Enquanto isso, dentre os números trimestrais apresentados pela Gafisa (GFSA3), as despesas financeiras desagradaram. As ações ordinárias da empresa caíram 5,17% em maio, pior performance do Ibovespa. Investimentos Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos:
InvestimentoMaioReal*AbrilReal**
Ibovespa +12,49%+12,57%+15,55%+15,72%
CDI***+0,77%+0,84%+0,84%+0,99%
CDB ****+0,77%+0,84%+0,80%+0,95%
Poupança+0,55%+0,62%+0,55%+0,70%
Ouro-0,56%-0,49%-6,94%-6,80%
Dólar Ptax-9,42%-9,36%-5,91%-5,77%
IGP-M -0,07% -0,15% 
* Deduzida a variação do IGP-M que ficou em -0,07% em maio de 2009 ** Deduzida a variação do IGP-M que ficou em -0,15% em abril de 2009 *** Taxa Efetiva Andima **** Taxa pré 30 diasFonte: Agências de Notícias e Consultores Financeiros


Escrito por Tato às 11h20
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