Mensalão à mineira: Corrupção é legal e tem proteção "suprema"
Mensalão Mineiro? Istoé, Veja bem...
A denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, será capaz de provocar um terremoto político tão devastador quanto o do Escândalo do Mensalão?

É a denúncia contra os políticos envolvidos no inquérito policial 2245-4/140-STF, que investiga o chamado "tucanoduto" - o caixa 2 da malsucedida campanha do senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998. Com mais de cinco mil páginas, o inquérito tem num relatório da Polícia Federal a completa radiografia de como foi montado o esquema e quem se beneficiou com ele.
Publicados pela revista ISTOÉ, os documentos que integram as 172 páginas dessa conclusão foram mostrados pela primeira vez.

Eles atingiram diretamente o  ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (à época vice-governador e candidato a deputado federal), e envolvem o governador de Minas, Aécio Neves (que na ocasião tentava sua reeleição à Câmara). Aécio é nomeado numa lista assinada pelo coordenador financeiro da campanha, Cláudio Mourão, como beneficiário de um repasse de R$ 110 mil.
O relatório compromete ainda 159 políticos mineiros que participaram da disputa de 1998, entre eles a então senadora Júnia Marise e 82 deputados, entre federais e estaduais. No total, 17 partidos são citados, acusados de ter recebido R$ 880 mil, divididos entre 34 sacadores, sendo cinco deputados federais (confira a lista completa ao final dessa reportagem).

Organização criminosa
De acordo com a denúncia, o esquema capturou mais de R$ 100 milhões, com desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. Oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões.
A intermediação entre o núcleo da campanha e os políticos favorecidos ficou a cargo da SMP&B, a agência do publicitário Marcos Valério, que, segundo a polícia, lavou parte do dinheiro com notas fiscais frias. Foi um modo de operar que serviu de laboratório de testes para o que, quatro anos depois, viria a ser o Mensalão Federal.
Walfrido dos Mares Guia

Reservado a promotores próximos do procurador-geral, aos poucos assessores que freqüentam o gabinete do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, e a um grupo seleto de policiais, o documento é demolidor.

"Constatou-se a existência de complexa organização criminosa que atuava a partir de uma divisão muito aprofundada de tarefas, disposta de estruturas herméticas e hierarquizadas, constituída de maneira metódica e duradoura, com o objetivo claro de obter ganhos os mais elevados possíveis, através da prática de ilícitos e do exercício de influência na política e economia local", diz o relatório da PF.
Com diversos laudos periciais, extratos bancários e dezenas de depoimentos, o documento põe fim a uma batalha política entre oposição e governo que se arrasta há dois anos, desde que a CPI que apurou o Mensalão federal se recusou a investigar o caixa 2 da campanha de Eduardo Azeredo em Minas.
Aliás, gilmar dantas - segundo noblat-blá-blá -, já se pronunciou sobre sua decisão, certamente, numa das páginas dos jornalões do PiG.

Alguma dúvida sobre qual será sua decisão?
Fonte: http://www.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idBlog=16957 
Comentário final: Quem sabe um daqueles colonistas da Goebbels, em particular um tal noblat-blá-blá, que chama gilmar mendes de gilmar dantas (ato falho por confundir o patrocinado com o patrocinador):
 
Talvez, saiba antes pelo patrocinador que pelo patrocinado em função dos notórios e públicos laços carnais que, com ambos, mantém tal qual Dona Flor e Seus Dois Maridos.


Escrito por Tato às 04h03
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Vamos ao cinema ou ao "Maracanaço" em 2016?

Lula, O Filho Do Brasil (trailler)

 

Alguém duvida disso?

O Rio (e o PiG) deve essa a Lula

Lula poderia ter agido, como muitos de seus pares na política agiriam, com rancor e desprezo pelo Rio de Janeiro, seus políticos, sua mídia, todos alegremente colocados como caixa de ressonância dos piores e mais mesquinhos interesses oriundos de um claro ódio de classe, embora mal disfarçados de oposição política. 

Lula poderia ter destilado fel e ter feito corpo mole contra o Rio de Janeiro, em reação, demasiada humana, à vaia que recebeu – estranha vaia, puxada por uma tropa de canalhas, reverberada em efeito manada – na abertura dos jogos panamericanos, em 2007, talvez o maior e mais bem definido ato de incivilidade de uma cidade perdida em décadas de decadência. 

Vaiou-se Lula, aplaudiu-se César Maia (Barrabás), o que basta como termo de entendimento sobre os rumos da política que se faz e se admira na antiga capital da República. Fosse um homem público qualquer, Lula faria o que mais desejavam seus adversários: deixaria o Rio à própria sorte, esmagado por uma classe política claudicante e tristemente medíocre, presa a um passado de cidade maravilhosa que só existe, nos dias de hoje, nas novelas da TV Globo ambientadas nas oníricas ruas do Leblon.

Lula poderia ter agido burocraticamente a favor do Rio, cumprido um papel formal de chefe de Estado, falado a favor da candidatura do Rio apenas porque não lhe caberia falar mal.  Deixado a cidade ao gosto de seus notórios representantes da Zona Sul, esses seres apavorados que avançam sinais vermelhos para fugir da rotina de assaltos e sobressaltos sociais para, na segurança das grades de prédios e condomínios, maldizer a existência do Bolsa Família e do MST, antros simbólicos de pretos e pobres culpados, em primeira e última análise, do estado de coisas que tanto os aflige.  Lula poderia ter feito do rancor um ato político, e não seria novidade, para dar uma lição a uma cidade que o expôs e ao país a um vexame internacional pensado e executado com extrema crueldade por seus piores e mais despreparados opositores. (para não dizer nojentos)

Mas Lula não fez nada disso.

No discurso anterior à escolha do Comitê Olímpico Internacional, já visivelmente emocionado, Lula fez o que se esperava de um estadista: fez do Rio o Brasil todo, o porto belo e seguro de todos os brasileiros, a alma da nacionalidade. 

Foi um ato de generosidade política inesquecível e uma lição de patriotismo real com o qual, finalmente, podemos nos perfilar sem a mácula do adesismo partidário ou do fervor imbecil das patriotadas. 

Lula, esse mesmo Lula que setores da imprensa brasileira insistem em classificar de títere do poder chavista em Honduras, outra vez passou por cima da guerrilha editorial e da inveja pura e simples de seus adversários.  Falou, como em seus melhores momentos, direto aos corações, sem concessões de linguagem e estilo, franco e direto, como líder não só da nação, mas do continente, que hoje o saúda e, certamente, o aplaude de pé.

Em 2016, o cidadão Luiz Inácio da Silva terá 71 anos.  Que os cariocas desse futuro tão próximo consigam ser generosos o bastante para também aplaudi-lo na abertura das Olimpíadas do Rio, da qual, só posso imaginar, ele será convidado especial.

Por Leandro Fortes - Blog Brasília eu vi

Cá com meus botões:

  • E se alguém resolvesse fazer um filme sobre FHC? 
  • Qual seria o título?
  • FHC - O Filho da...Cia?


Escrito por Tato às 01h00
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Apesar do PiG...



Escrito por Tato às 00h57
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Entrevista: "Você (nem eu) merece esse engodo", diz Major Olímpio

Sen. Marina Silva: Olha bem onde vais amarrar o teu burro
Clique na imagem para ler em tamanho grande
Comentário: Para quem não conhece o digno dep. Major Olímpio (uma rara exceção da política paulistana, diga-se an passan),
aprecie este vídeo:



Escrito por Tato às 02h22
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Brindemos à "jestão" Serrágio: E se o "conomista" fosse economista

Economia Aplicada

A dupla dinâmica da Chuiça e seus desserviços por incompetência e ignorância

Antífona

Regulamentação para incentivar a eficiência alocativa

[...]

Ao regulamentar uma indústria, os parâmetros tradicionais se limitam a verificar a existência de monopólios naturais, sob a ótica de economias de escala. Porém, de acordo com as abordagens de Baumol e seus colegas, a primeira questão a ser definida é se existe uma escala de produção ótima que sustente um monopólio natural. Caso não exista, segundo esses autores, o mercado poderia correr livremente, pois as forças competitivas tratariam de promover a eficiência alocativa. Como foi abordado no capítulo anterior, essa afirmação é questionável e sugere-se a intervenção governamental para quebrar as estruturas monopolistas em unidades competitivas.

(...)

Uma outra forma de impedir a entrada de competidores no mercado é a prática de preços predatórios, ou seja, preços abaixo do custo marginal de curto prazo. Esse comportamento monopolista, apesar de incorrer em prejuízos no curto prazo, impede que outros competidores entrem no mercado. Os reguladores devem ficar atentos para a possibilidade de as firmas usarem esse expediente. (...)

A competição monopolista Chamberliana, também chamada de competição por substituição, é uma forma de pressão sobre as empresas que possuem sustentabilidade em sua situação monopolista, para que atuem de acordo com parâmetros de eficiência alocativa. A competição Chamberliana se refere à concorrência de indústrias que prestam serviços diferentes, mas com o mesmo objetivo, ou seja, os serviços ou bens são substitutos.

  • O transporte por frete, chamado de competição intermodal, é um exemplo clássico. O transporte pode ser feito por caminhões ou rede ferroviária, possibilitando a escolha do serviço de menor preço. Essa competição pode forçar as duas empresas a praticarem preços moderados, mesmo que ambas transportadoras possuam estruturas de um monopólio natural. Nesses casos a regulamentação econômica pode ser dispensável.

Em outras indústrias de acelerado desenvolvimento tecnológico, a competição pode ser estimulada pelas inovações tecnológicas que possibilitem o surgimento de serviços substitutos. O caso da TV a cabo nos EUA é um bom exemplo. A entrada das TV’s por satélite passaram a oferecer o mesmo produto: programação ampla de televisão, por preços inferiores, forçando a competição nesse mercado. Nas telecomunicações, anteriormente regulamentadas, as inovações tecnológicas possibilitaram o surgimento de melhores produtos e serviços do que os tradicionais ofertados pelos monopólios regulamentados. A inovação tecnológica se apresenta, então, como um dos fatores determinantes na estrutura competitiva de uma indústria.

(...)

Se a competição direta não for possível, a competição no mercado deve ser substituída por competição pelo mercado. A licitação pelo direito de explorar um monopólio natural, comumente chamado de franchising bidding ou Competição de Demsetz, é uma forma atrativa para combinar competição e eficiência dentro de uma estrutura regulamentar simples. A competição por esse direito limitaria o poder de monopólio, possibilitando a prestação do serviço com a melhor relação preço/qualidade caso o processo licitatório seja definido pelo menor preço do serviço, ou possibilitaria um maior valor pago ao Estado caso seja o maior fluxo descontado o critério de seleção da vencedora. A idéia é a de que a licitação para concessão de serviços públicos incentivaria os monopolistas a buscarem a eficiência produtiva, reduzindo custos e se aproximando da eficiência alocativa, tornando dispensável a regulamentação.

Ainda que atrativo, muitas limitações são associadas a esse modelo, principalmente tratando-se de serviços públicos, a saber: a possibilidade de colusão entre os concorrentes; a assimetria de informações entre as empresas concorrentes e as detentoras da concessão privilegiando-as em relação às demais; a reversão dos ativos imobilizados à empresa vencedora da licitação; a complexidade dos contratos envolvidos na outorga da concessão e o elevado custo de transação. Os benefícios advindos da licitação para concessões devem ser contrapostos aos custos de se organizar todo o processo licitatório e os contratos, e será bem sucedido o processo licitatório que apresentar saldo positivo nesse encontro de contas.

Outra possibilidade de se incentivar a competição em mercados sustentáveis é a comparação de performance ou yardistick competition. Baseia-se na comparação do desempenho de cada empresa, ou frações de monopólios em determinada região, com o benchmark da indústria ou dos segmentos escolhidos. Espera-se que uma competição indireta, em termos comparativos, possa vir a ocorrer. Porém, é importante que duas premissas sejam verificadas para que o uso dessa prática obtenha êxito: a não colusão entre empresas e condições de custos e demanda semelhantes. Para que empresas possam ser comparadas, em termos de desempenho, é preciso que sua função de produção seja similar, pois, do contrário, não há possibilidade de comparação. Daí a fragilidade do modelo.

O livre acesso às redes envolve a separação das atividades de suprimento e da distribuição do serviço e se constitui num artifício regulatório capaz de incentivar a competição na produção. A infra-estrutura para o transporte em grosso e à longa distância é acessível a todas as empresas interessadas em ofertar o serviço. No caso do setor de energia elétrica, a abertura das malhas de transmissão a terceiros possibilitou, em vários países, a competição entre diversos geradores, descaracterizando a geração como monopólio natural. É importante destacar que o regulador deve exercer um trabalho de supervisão para garantir uma perfeita interconexão. Deve também ser evitada a possibilidade de colusão entre as empresas supridoras e entre as distribuidoras, pois isso poderia acarretar características monopolistas no mercado.

Uma dificuldade do modelo é a expansão do sistema, que deve se dar de forma conjunta, procurando minimizar o custo marginal de longo prazo ao consumidor final. Essa modelagem diz respeito à regulamentação da estrutura do mercado. (...)

[...]

Fonte: GOMES, Ana Amélia de Conti. Teorias da regulamentação. In: A reestruturação das indústrias de rede: uma avaliação do setor elétrico brasileiro. Florianópolis: UFSC, mar. 1998.

Comentários: Se Serrágio fosse, de fato, economista entenderia que, ao invés de proibir o transporte fretado na cidade de São Paulo, trataria, isto sim, de regulamentar, disciplinar, fiscalizar e incentivar a concorrência. Dessa forma estaria atacando três problemas com uma única solução:
  1. social: o problema do excesso de veículos individuais (desnecessário) nas vias públicas,
  2. ambiental: reduziria, por conseguinte, a emissão de poluentes - em estado alarmante na cidade;
  3. econômico: alternativas concorrenciais ao esgotado e ineficiente transporte público, fator gerativo de novas cadeias de serviços, de oportunidades de trabalho, de renda, de qualidade de vida, e, pasmem, de arrecadação.
Mas, não. A dupla de múmias não enxerga a solução e cria, bestamente, novos problemas em cima de um já existente. Como diz PHA: "Serrágio e Kassab são uns gênios"

Em tempo: o jornal nacional fez o que o Zé Pedágio mais queria: como não podia evitar mais uma noite de caos no trânsito, botou a culpa nos ônibus fretados e não disse que para cada ônibus fretado que deixa de circular, 20 carros individuais entopem as ruas de São Paulo. Uma mão lava a outra. O jornal nacional ajuda o Serra e o Serra faz o que o jornal nacional manda: alarme com a gripe suína. (Paulo Henrique Amorim - Jornalista, sem diploma, mas com caráter)

:( Como dizia aquele filósofo grego: "Cada povo tem o governo que merece"



Escrito por Tato às 01h55
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O Grande Eleitor: "Eu não tenho escrúpulos"

O esforço de Borys em livrar a cara do FHC no episódio "A parabólica do Ricúpero"

A parabólica de Ricúpero (parte II): "Eu não tenho escrúpulos". Aí, Borys joga toda sua lenha na fogueira

"Sinto vergonha de mim..." (Rolando Boldrin declama Rui Barbosa)

Comentários
Ficam por conta do respeitado e renomado Jornalista Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada em:

Como Ricupero e a Rede Globo usaram o Real para eleger FHC

. O amigo navegante Tato Macedo recomendou que o Conversa Afiada exibisse esse excerto do noticiário de Boris Casoy, quando ainda estava no SBT.

. Primeiro, aparece Fernando Henrique candidato a Presidente, em 1994.

. Ele se faz de bobo com a bomba que foi a declaração do então Ministro da Fazenda, Rubens Ricupero – Itamar Franco o demitiu por causa disso e nomeou Ciro Gomes .

. Ricupero disse que, para ajudar a eleger FHC, ele escondia o que era ruim e faturava o que era bom.

. O Farol de Alexandria dá uma daquelas declarações típicas dele, em que a vacilação e a ambiguidade revelam seu traço de caráter essencial: a absoluta falta de.

. Em seguida, Boris reproduz a conversa de Ricupero com o entrevistador da Globo, em que Ricupero confessa manipular.

. Durante a campanha presidencial, a Globo fez o papel sujo, de sempre.

. Para eleger seu candidato, FHC, ela não entrevistou FHC nem ninguém.

. Não tratou da eleição.

. (Há levantamentos estatísticos sobre isso: a Globo reduziu, em 1994, o espaço dedicado à luta entre FHC com Lula.)

. Por quê ?

. Para esconder Lula.

. E “cobrir” o Plano Real.

. E, com isso, a Globo colou o sucesso do Plano do Governo Itamar nas costas do candidato dela: FHC.

. Veja aqui esse documento histórico: a “entrevista” de FHC e a entrevista de Ricupero:

Paulo Henrique Amorim

Obs.: E você, eleitor demotucanalha, não tem vergonha?



Escrito por Tato às 03h06
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Entrevista: As Profecias do Cavaleiro da Esperança

"Só é digno de liberdade, como da vida, aquele que se empenha em conquistá-la" (Goethe)
HISTÓRIA VIVA

Prestes Fala à Nação

Julho de 1955

 

O Grande Líder do povo brasileiro, Luiz Carlos Prestes, concedeu aos órgãos da imprensa popular a seguinte entrevista:

CT — Desejaríamos conhecer sua opinião sobre a atual campanha eleitoral pela sucessão presidencial.

LCP— Apesar dos numerosos candidatos já apresentados como concorrentes ao pleito presidencial e do tempo bem limitado que nos separa de 3 de outubro, tudo indica que as grandes massas populares ainda não foram mobilizadas para a luta eleitoral. É evidente que não confiam nas palavras e promessas dos candidatos. Isto não significa, no entanto, que as grandes massas populares não se interessem pelo problema sucessório.

O descontentamento cresce no país inteiro e é cada dia maior o número de pessoas que almeja por uma mudança na atual situação política, pela substituição do governo de 24 de agosto, pela eleição à Presidência da República de um homem que não se preste ao repugnante papel do sr. Café Filho, de serviçal e boneco das forças reacionárias e dos monopólios norte-americanos.

As massas não querem a eleição de um reacionário e isto está claramente expresso na grande repercussão da idéia lançada pelo Partido Comunista de um candidato independente, a qual contou com o pronunciamento favorável de inúmeras personalidades políticas e determinou o surgimento do Movimento Nacional Popular Trabalhista, idéia que não chegou a concretizar-se devido em boa parte à posição tomada pela Convenção Nacional do P.T.B.

Os candidatos, por sua vez, limitaram-se até agora a declarações gerais, ainda não foram capazes de fazer pronunciamentos claros sobre os problemas mais importantes do momento, bem como sobre as questões que mais de perto interessam às grandes massas trabalhadoras.

Finalmente, importantes setores da população aguardam, para tomar posição no pleito sucessório, a palavra esclarecedora do Partido Comunista. É evidente no entanto, que as forças mais reacionárias tratam de utilizar esta situação de aparente desinteresse das massas pelo pleito sucessório para redobrar seus ataques à democracia, ao sufrágio popular e aos demais direitos do cidadão. Já se fala abertamente em instituir no país um governo de força que "legalize" da maneira que lhe parecer melhor a política ditada pelo Departamento de Estado e pela Embaixada norte-americana, política já em plena realização em numerosos países da América Latina.

CT — Pensa que as atuais ameaças de golpes de Estado e militares têm consistência e constituem um perigo sério?

LCP — Sim, sem dúvida alguma. De outro lado, é perfeitamente compreensível que muita gente não leve a sério a gritaria histérica de um Lacerda ou, mesmo, os discursos ameaçadores do ministro da Marinha. Na verdade, os atuais fascistas brasileiros estão falando sério e só ainda não passaram aos atos porque não puderam.

Eles representam os interesses da minoria reacionária que assaltou o poder em 24 de agosto, mas que, apesar da vitória momentânea, não conseguiu até agora transformar em realidade seus planos sinistros. São bandidos que estão acuados, mas que ainda não foram desarmados e constituem por isto um perigo sério e latente.

Além disto, acham-se cada dia mais desesperados, porque as forças partidárias da paz e do progresso continuam avançando e alcançam cada dia novos êxitos, tanto no Brasil como no mundo inteiro. Ainda agora, estamos às vésperas da reunião de Genebra que só pela sua realização já constitui um passo para a frente na diminuição da tensão internacional e nova derrota para os incendiários de guerra norte-americanos.

Não por acaso, segundo acabam de informar as agências telegráficas, julgou conveniente o presidente Eisenhower, antes de partir para Genebra, reunir os representantes dos países latino-americanos para discutir o problema do comunismo na América.

Aqui no Brasil, as forças partidárias da paz ganham amplitude jamais conhecida, a posição dos patriotas na defesa do petróleo brasileiro é tão poderosa que todos os candidatos à Presidência da República, mesmo os mais conhecidos entreguistas como o sr. Juarez Távora, são obrigados a se proclamar defensores da Petrobrás, e, apesar de todas as arbitrariedades do atual governo contra o movimento operário e sindical, a classe operária continua defendendo com êxito seus direitos e suas reivindicações e conquistas, dando novos e consideráveis passos no sentido da unidade e organização de suas fileiras.

É compreensível o desespero dos Lacerda e dos generais, almirantes, brigadeiros e coronéis fascistas. O sr. Jânio Quadros, que representa os mesmos interesses, já proclama abertamente que a terra lhe treme sob os pés. O demagogo pretende, assim, alarmar seus parceiros latifundiários e grandes capitalistas e justificar a necessidade de um governo de força que acabe com os protestos e as lutas do povo contra a carestia e a miséria crescentes, que entregue logo de uma vez o petróleo brasileiro à Standard Oil, que prepare o Brasil para as aventuras guerreiras do imperialismo norte-americano.

Sem exagerar a força do grupelho fascista que constitui uma minoria inclusive nas fileiras das forças armadas, onde são numerosos os patriotas e democratas honestos, devemos, no entanto, ter presente que o perigo existe e que os monopólios norte-americanos cada dia necessitam mais de um governo de força no Brasil.

Como diz francamente o sr. Chateaubriand, os monopólios norte-americanos querem no Brasil, à frente de seu governo, um ditador como o da Venezuela, que venda loge o país à Standard Oil e declare ao Departamento de Estado estar em condições de mandar soldados brasileiros para Formosa.

Os golpistas utilizam por isto todos os pretextos para justificar a necessidade de uma solução extra-legal para o problema da sucessão presidencial. Na verdade, querem impedir que a campanha eleitoral ganhe as grandes massas populares, tudo farão para impedir a realização do pleito e, mesmo que esse se realize, para impedir a posse dos eleitos. De qualquer maneira, é a democracia, é a Constituição, são as últimas liberdades que estão seriamente ameaçadas e, com elas, a soberania nacional e o futuro de nosso povo.

CT — Como enfrentar semelhante situação?

LCP — É um dever sagrado de todos os democratas e patriotas manterem-se vigilantes. Na defesa das liberdade e das conquistas populares não devemos ceder uma linha. O essencial agora é defender intransigentemente a Constituição, exigir a realização de eleições livres e a posse dos eleitos, sejam quais forem.

Estamos convencidos de que, nas atuais circunstâncias, é em torno da defesa da Constituição, das liberdades e conquistas nelas registradas, que devem unir-se todos os verdadeiros patriotas. Qualquer atentado à Constituição será agora um golpe reacionário contra os direitos do povo, contra as conquistas dos trabalhadores, contra a soberania nacional, porque salvaguardar a liberdade é salvaguardar as condições que permitem a luta contra a miséria, pela soberania nacional e pela paz.

Nós, comunistas, estamos muito longe de ser partidários incondicionais da atual Constituição, já que ela não garante nem as amplas liberdades de que o povo necessita nem permite as medidas radicais indispensáveis ao progresso do Brasil, defende os privilégios dos latifundiários e grandes capitalistas. Mas para o grupelho de generais e coronéis fascistas, que querem liquidar os últimos resquícios de liberdade para entregar o país aos monopólios norte-americanos, mesmo a atual Constituição é um obstáculo, e não é por outro motivo que se vêem obrigados a falar em soluções extra-legais para os problemas brasileiros.

Somos de opinião que a atual campanha eleitoral pela sucessão presidencial pode constituir um poderoso meio para despertar as grandes massas populares para a luta em defesa das liberdades, de suas conquistas e reivindicações mais sentidas, e que facilitará a unidade e a organização dos democratas e patriotas de todas as classes e camadas sociais. Nós, comunistas, não ficaremos, portanto de forma alguma, à margem dessa campanha.

As forças mais reacionárias também disputam o pleito, ao mesmo tempo que preparam o golpe tratam de agrupar-se em torno de um candidato que tentarão levar ao Catete. Não somos, pois, indiferentes a que seja eleito tal ou qual candidato. Apoiamos com entusiasmo a atividade patriótica que vem sendo desenvolvida pela classe operária e outras forças populares através do M.N.P.T., que tende a transformar-se em amplíssimo e poderoso movimento popular, e que constituirá parcela importante para a decisão do pleito eleitoral.

Acreditamos que nas atuais condições a apresentação de um novo candidato à Presidência da República dificultaria ainda mais a necessária unidade de todos os democratas e patriotas que querem defender a Constituição e por isto estamos dispostos a apoiar, entre os candidatos já indicados, aquele em torno do qual for possível a organização da mais ampla frente democrática, em torno da qual se torne possível o desencadeamento no país inteiro de uma poderosa campanha de massas em defesa da Constituição, pela realização de eleições livres, em defesa das conquistas dos trabalhadores.

Só uma tal campanha, ajudando a despertar e organizar grandes massas populares, será capaz de permitir a estas enfrentar com êxito as tentativas de todos os golpistas. Unido, o povo brasileiro tem força bastante para desarmar o braço dos traidores e para desmascarar a chantagem dos fascistas, coronéis ou generais, almirantes ou brigadeiros, que se arvoram em tutores da nação, quando não passam de vis serviçais do opressor norte-americano.

Fonte: Problemas Revista Mensal de Cultura Política nº 68 - Julho de 1955.

Transcrição e HTML: Fernando A. S. Araújo Direitos de Reprodução: A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License.

Comentário: A história é o único meio que permite ao homem conhecer o passado, entender o presente, e descortinar o futuro.



Escrito por Tato às 16h31
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Um olhar da presa e não do caçador

Hegel, a coruja e a crise

Correio Popular

Hegel afirmou que a coruja, símbolo grego da sabedoria, é ave que só levanta voo ao anoitecer, quando os fatos já sedimentaram. Assim, só entendemos plenamente certos fenômenos a partir da perspectiva criada pelo tempo, depois que eles se tornam as “lições da história”. Tal afirmação é particularmente verdadeira para as crises, que são complexas e de natureza volátil. Nesses casos, assim como nos casos dos acidentes da aviação, surgem inúmeras hipóteses que tentam explicar os nebulosos acontecimentos. Mas, até que se encontre a “caixa-preta”, na noite da sabedoria, tudo é hipótese.

Contudo, acredito já ser possível se identificar algumas tendências, ainda que pouco claras.

A primeira tange à inflexão criada na reunião do G20 em Londres. Conseguiu-se fazer o que não foi feito em 1929. As lideranças mundiais demonstraram coesão e propuseram substanciais medidas para o enfrentamento global da recessão. Recuperou-se parcialmente a confiança perdida, passo inicial muito importante para reverter o pânico.

Contudo, é preciso considerar que EUA, União Européia e Japão, as principais economias mundiais, foram muito afetadas pela gigantesca bolha financeira especulativa que desencadeou a crise. Persiste ainda um buraco negro de ativos “tóxicos” que amedronta investidores, gera incerteza e impede o soerguimento do crédito. A tendência de recuperação parcial da confiança crida no G20 encontra, por conseguinte, formidável obstáculo para a retomada do crescimento nas economias avançadas.

Outro grande obstáculo se refere ao grave problema dos déficits públicos criados para estimular as economias. Nos EUA e na União Europeia tais déficits chegam a cerca de 26% do PIB, se incluirmos no cálculo as garantias bancárias. Há ainda o fardo referente ao enfrentamento dos desequilíbrios estruturais que conduziram à crise, particularmente o da queda de competitividade em setores estratégicos, como o da indústria automobilística, cerne histórico do capitalismo norte-americano. O caso da GM, agora “Government Motors”, é emblemático. Assim, a tendência é que esses países passem uma recuperação longa.

China, Índia e Brasil e outros países emergentes estão em situação bem mais cômoda. São países que não tiveram seus sistemas financeiros muito expostos à bolha especulativa e que entraram tardiamente na crise. Tendem, portanto, a enfrentar melhor a recessão e a se colocar em situação vantajosa no cenário pós-crise.

Tal afirmação é particularmente verdadeira para o Brasil. De fato, nosso país recuperou a capacidade de implementar políticas anticíclicas e podemos, hoje, reduzir juros e carga tributária e aumentar gastos, sem comprometer o equilíbrio macroeconômico. Ademais, o Brasil tem vantagens comparativas, em relação a outros emergentes. Nosso agronegócio é poderoso vetor econômico, no quadro atual de desequilíbrio estrutural entre oferta e demanda de alimentos que mantém elevados os preços das commodities agrícolas, mesmo na crise. Além disso, produzimos energias renováveis em abundância e, em breve, seremos exportadores de derivados de petróleo.

Entretanto, a principal vantagem do Brasil é o nosso recente padrão de crescimento baseado na distribuição de renda. Com efeito, programas como o Bolsa Família e do aumento real do salário mínimo ajudaram a retirar milhões da miséria e contribuíram para gerar novo ciclo de desenvolvimento centrado no mercado interno. Recente pesquisa do IPEA demonstra que, entre outubro/2008 e março/2009, já em plena crise, cerca de 316 mil pessoas deixaram a pobreza nas cidades brasileiras. Essa “âncora social”, marca do governo Lula, mostra-se vital para o enfrentamento da recessão.

Também é vital a nossa política externa, que aumentou o protagonismo do Brasil. Ela agora conflui com a política externa dos EUA, como ficou demonstrado na revogação da suspensão de Cuba da OEA. Sinal da tendência da gestação histórica de um mundo menos assimétrico e mais cooperativo. Acho que a coruja de Hegel, mesmo antes de levantar voo, já enxerga um Brasil maior.

Aloizio Mercadante, economista e professor licenciado da PUC-SP e da Unicamp, é senador da República pelo PT-SP.



Escrito por Tato às 00h03
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STF: De Cícero para Gilmar

Direto ao ponto:

Gostaria de pensar que o fim de Gilmar Dantas se aproxima.
Mas para isso será necessário que o cidadão (de bem e não de bens) saia da sua apatia, seja ela involuntária ou cúmplice, e retome a frase de Cícero que ora recordo.Que uma vez digam e que se ouça por todos os extremos desse país:
“Demasiado abusaste de nós, Gilmar, a porta está ali, desaparece”.
E se essa porta for a da prisão, então poderemos dizer que justiça terá sido feita. Finalmente."


Escrito por Tato às 19h34
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Festa Junina: Vai ter quadrilha na Praça dos Três Poderes

“Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma”.
Augusto Boal (In Memoriam)

*Sobre o movimento "Saia às Ruas"

O movimento "Saia às ruas", mais do que uma sequência de atos contra o atual presidente do STF [Gilmar Mendes], é formado pelas idéias de um grupo que quer trazer uma nova luz ao Judiciário brasileiro. Uma iniciativa suprapartidária que toma dimensão nacional, com focos em vários lugares do país, tendo como principal objetivo exigir um Brasil mais justo de fato.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, se esforça em personificar nossa indignação, por encabeçar um mandato marcado por diversos escândalos, privilégios, desmandos, falta de transparência e até atos explícitos de censura. O Gilmar dá seu nome ao ato por representar muito bem a imagem do que não queremos no Judiciário.

Mas Gilmar não age sozinho. Por isto, quando pegamos emprestadas as palavras do Ministro do STF Joaquim Barbosa ao sugerir ao Gilmar que "Saia às ruas", demos um novo sentido, pois queremos que toda a instituição da Justiça brasileira saia às ruas, encontre-se com seu povo e passe a defendê-lo de tanta injustiça. Hoje, ao contrário disto, vemos a mais alta corte do país defender vampiros que praticam os mais graves crimes cometidos nos últimos anos. E o que é mais alarmante, além disso tudo cercar e atacar os opositores das máfias [entre eles investigadores, jornalistas e juízes], omitir informações e sobretudo renegar, manipular e debochar da opinião pública.

Enquanto esses urubus persistem em roubar o nosso país e condenam o Judiciário à falta de dignidade, precisamos denunciar, precisamos ser muitos os presentes no dia 24 de junho para cumprir com o nosso papel democrático.

Atenciosamente,

Coordenação do movimento "Saia às Ruas!"

Sai Fora, Gilmar Mendes!



Escrito por Tato às 17h05
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Mercado: BB segue como maior player da indústria de fundos, e BOVESPA tem o melhor resultado acumulado em 10 anos

Dez maiores gestores de recursos controlam 79% do patrimônio líquido doméstico

Ao final de abril deste ano, o patrimônio líquido total administrado por terceiros (que inclui fundos, clubes e carteiras administradas) no Brasil era de R$ 1,178 trilhão (excluindo fundações, seguradoras e outros). Deste total, 79,62%, ou R$ 938 bilhões, estava nas mãos das dez maiores instituições administradoras. De acordo com os dados da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), pode-se observar que a intensidade da concentração varia entre as diferentes categorias de carteiras no mercado doméstico.
Tipo de Carteira% PL Top 10 Abril/2009
Curto Prazo94,11%
Referenciado DI88,02%
Renda F ixa88,11%
Multimercados62,44%
Cambial92,04%
Dívida Externa29,42%
Ações67,54%
Previdência94,73%
FIDC73,78 %
Participações73,49%
Exclusivos Fechados22,34%
Off Shore72,03%
Imobiliário13,02%
Total*79,62%

*Patrimônio líquido concentrado pelos maiores adminis tradores no acumulado

Os fundos imobiliários, por exemplo, apresentam a menor concentração da indústria, ao passo que as carteiras de fundos d e previdência mostram o market share mais condensado, com quase 95% do patrimônio líquido concentrado nos dez maiores gestores. Maiores administradoras
O Banco do Brasil segue ocupando o posto de maior player do mercado doméstico de gestão de recursos, controlando 21,09% do PL total da indústria de fundos no País. A segunda posição fica com o Bradesco, que detém 13,3 9% de participação. Na sequência aparecem Itaú, Caixa Econôm ica Federal e Santander. Todavia, tal ranking varia drasticamente conforme a categoria de carteira analisada. Em "fundos imobiliários", por exemplo, o Unibanco possui liderança, detendo 12,25% do mercado. Confira na tabela abaixo:
Tipo de CarteiraMaior Instituição Administradora% PL Total Abril/2009
Curto PrazoBanco do Brasil68,29%
Referencia do DIItaú20,20%
Renda FixaBanco do Brasil20,84%
MultimercadosBanco do Brasil17,19%
CambialBanco do Brasil24,62%
Dívida ExternaUBS10,47%
AçõesBanco do Brasil33,63%
PrevidênciaBradesco34,81%
FIDCUnibanco51,93%
ParticipaçõesCaixa40,86%
Exclusivos FechadosItaú22,34%
Off ShoreBanco do Brasil51,84%
ImobiliáriosUnibanco12,24%

A importância da competição

Como em qualquer outro mercado, a concentração desestimula a competitividade. No caso dos fundos de investimento, uma maior dissipação do patrimônio líquido total proporcionaria, além de melh orias de eficiência e gestão, estímulo à queda das taxas administrativas cobradas. Ganhos de eficiência, melhores práticas de gestão e menores taxas administrativas tendem a resultar em aumento de rentabilidade dos fundos, ou seja, maiores ganhos para o investidor. Fonte: ANBID - Associação Nacional dos Bancos de Investimentos
Ibovespa conquista posto de melhor investimento pelo terceiro mês seguido
Após subir 7,18% em março e impressionantes 15,55% em abril (melhor desempenho desde fevereiro de 2005), o Ibovespa respondeu aos que duvidavam da força para maiores ganhos com valorização de 12,49% em maio. Garantindo assim, em maio, o posto de melhor investimento pelo terceiro mês consecutivo. A aplicação em bolsa sobrou no quinto mês de 2009. Bem atrás, com retornos inferiores a 1%, apareceram as alternativas de renda fixa. Quem aplicou em CDBs pré-fixados de 30 dias obteve um ganho bruto médio de 0,77% no mês, o que corresponde a uma rentabilidade de 0,84% quando se pondera a inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) no período. Percentuais idênticos foram apresentados pelo CDI. Já a tão comentada caderneta de poupança, que pode ter seus rendimentos tributados em determinadas carteiras superiores a R$ 50 mil a partir do próximo ano, apresentou retorno nominal de 0,55%. A pior escolha em maio se mostrou a aplicação em dólar.
A moeda norte-americana, medida pela Ptax calculada pelo Banco Central, teve queda nominal de 9,42% no mês , ficando em R$ 1,973 na venda. Por sua vez, o dólar comercial desvalorizou-se 9,53% e chegou a R $ 1,975, mínima desde outubr o passado. Enquanto a maior parte dos analistas de mercado atribui tal comportamento do mercado cambial ao maior fluxo de capital estrangeiro no País - via comércio e/ou via financeira - há quem defenda que investidores institucionais pressionaram pela queda da moeda após leilão de swap cambial reverso - no qual ocorre a troca da variação do dólar pela variação da taxa de juros - com vencimento em 1 de junho, realizado pelo BC na primeira semana do mês. Prós e contras Após dois meses de rali na bolsa, sobravam dúvidas. A principal delas, até que ponto era justificada a exuberante precificação da crescente perspectiva de retomada econômica próxima. A gripe suína tentou depositar tensão no ambiente de negócios, sem grande sucesso. Os testes nucleares da Coreia do Norte, idem. Mais serviram de justificativa para ajustes pontuais das bolsas globais. Notas de crédito de economias centrais, estas sim preocuparam. O Japão perdeu o "AAA" atribuído pela Standard & Poor´s e o Reino Unido teve seu rating colocado em perspectiva negativa pela Moody´s. Com isso, todos os olhos se voltaram à possibilidade de os EUA se despedirem, mesmo que temporariamente, do mais alto patamar dado ao risco de títulos de dívida pelas principais agências de classificação. Ainda mais levando em conta as maciças emissões do Tesouro norte-americano visando financiar o intervencionismo público na maior economia do mundo, com contraponto na ampliação do déficit do governo. Posteriormente viriam as agências a público colocar panos quentes na questão. No que se refere às montadoras norte-americanas, que também ocuparam amplamente o noticiário dos mercados em maio - seja pelo rumor de uma ou pelo fato de outra entrar em concordata - os investidores interpretaram as ocorrências de maneira um tanto quanto tranquila. Com a definição da situação de Chrysler e GM, os mercados contariam com dúvidas a menos. O mesmo, em menor magnitude, foi dito em referência aos bancos. Enquanto indicadores do mercado de crédito mostravam melhora, o antes temido resultado do teste de estresse promovido pelo Tesouro norte-americano nas 19 maiores instituições financeiras do país acalmou investidores e permitiu rali aos ativos do setor. Ainda que o coro dos ceticistas tenha feito valer dúvidas quanto a eficácia do teste. Alguns indicadores econômicos preocuparam, outros agradaram. Líderes econômicos e políticos ao redor do mundo viriam resolver a indefinição com declarações alentadoras. Melhor para o mercado de commodities, que mais uma vez experimentou fortes ganhos. E por falar em matérias-primas, maio contou também com todo o noticiário envolvendo o reajuste dos preços do minério de ferro comercializado pelas gigantes do setor - Vale, BHP Billiton e Rio Tinto - na Ásia. Para a Vale este foi o principal assunto do mês. Já para a Petrobras, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigará mudança feita na maneira da estatal petrolífera contabilizar a tributação de variações cambiais e distribuição de royalties, dentre outras questões. Também teve grande repercussão o anúncio da união de Sadia e Perdigão. Gerdau e Gafisa nos extremos do Índice Bovespa A temporada de resultados corporativos foi determinante para a definição das ações que melhor e pior performaram no Ibovespa. Dentre os 65 ativos que compõem o principal índice de ações da BM&F Bovespa, foi a ação preferencial da Gerdau (GGBR4), com valorização de 31,27%, aquela de melhor desempenho. Além de sinais de recuperação do mercado imobiliário norte-americano e alta dos preços das commodities, os resultados relativos ao primeiro trimestre de 2009 impulsionaram os papéis. O gerenciamento de custos foi elogiado por analistas. Enquanto isso, dentre os números trimestrais apresentados pela Gafisa (GFSA3), as despesas financeiras desagradaram. As ações ordinárias da empresa caíram 5,17% em maio, pior performance do Ibovespa. Investimentos Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos:
InvestimentoMaioReal*AbrilReal**
Ibovespa +12,49%+12,57%+15,55%+15,72%
CDI***+0,77%+0,84%+0,84%+0,99%
CDB ****+0,77%+0,84%+0,80%+0,95%
Poupança+0,55%+0,62%+0,55%+0,70%
Ouro-0,56%-0,49%-6,94%-6,80%
Dólar Ptax-9,42%-9,36%-5,91%-5,77%
IGP-M -0,07% -0,15% 
* Deduzida a variação do IGP-M que ficou em -0,07% em maio de 2009 ** Deduzida a variação do IGP-M que ficou em -0,15% em abril de 2009 *** Taxa Efetiva Andima **** Taxa pré 30 diasFonte: Agências de Notícias e Consultores Financeiros


Escrito por Tato às 11h20
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Choque (di)gestão II: Os impactos da Nossa Caixa (2) no BB

Finanças e Mercado

Banco do Brasil retoma seu posto de maior banco do hemisfério sul, apesar das "lunetas" quebradas e dos (jusque) vícios incrustados na administração da Nossa Caixa(2)

O prejuízo de R$ 349 milhões da Nossa Caixa não passou pela conta de resultados e, por isso, "não teve impacto" no recuo de 29,1% do lucro líquido do Banco do Brasil (BB) no primeiro trimestre do ano em relação a igual período de 2008. Receitas e despesas do ex-banco paulista, contudo, passaram a incorporar o resultado global do BB desde o mês passado, ou seja, aparecerão no balanço do segundo trimestre. A explicação é do gerente-geral da área de Relações com Investidores do BB, Marco Geovanne Tobias.

Segundo ele, o resultado negativo da Nossa Caixa foi para o ajuste patrimonial do banco estatal, somando-se aos ativos e passivos. O ativo do BB teve ampliação a R$ 591,9 bilhões com a compra da Nossa Caixa. A carteira de crédito da Nossa Caixa se somou às operações globais de empréstimo do BB, contribuindo para a variação positiva de 40% em 12 meses e de 7,6% no trimestre em relação ao anterior. Sem a Nossa Caixa, o crédito do BB teve alta de 1,6% em março sobre o fim de 2008. O crédito total (carteira interna) subiu a R$ 241,9 bilhões.

Segundo Tobias, o BB mantém a projeção entre 13% e 17% para a expansão de sua carteira de crédito em 2009, com foco nos empréstimos a pessoas físicas, cuja expectativa é de alta entre 23% e 25%. "A gente ainda perde muito para nossos concorrentes privados no crédito a pessoa física", disse.

Com um lucro líquido de R$ 1,66 bilhão, ante R$ 2,34 bilhões no primeiro trimestre de 2008 e de R$ 2,94 bilhões nos três últimos meses daquele mesmo ano, outros fatores agudizados pela crise financeira global contribuíram para um resultado menor do BB. Tobias cita, entre eles, o prosseguimento na trajetória de queda dos juros.

A carteira de títulos públicos do banco estatal, por exemplo, cresceu de R$ 86,9 bilhões em dezembro de 2008 para R$ 110,6 bilhões em marco deste ano, com a incorporação de R$ 22 bilhões da Nossa Caixa. Mesmo em volume maior, as operações de tesouraria do BB mostraram recuo de 29% nas receitas, de R$ 8,09 bilhões no quarto trimestre do ano passado para R$ 5,7 bilhões em março deste ano, em consequência de menor remuneração dos papéis do governo.

O resultado da intermediação financeira caiu para R$ 6,98 bilhões no primeiro trimestre, ante R$ 7,07 bilhões registrados ao final de dezembro de 2008. As provisões subiram em março para R$ 2,491 bilhões, ante R$ 2,24 bilhões ao fim de 2008 e R$ 534 milhões um ano antes.

O crescimento das despesas com provisão por conta de aumento na inadimplência foi outro fator de redução do resultado do BB. Tobias notou que a alta de 11% nas despesas em relação ao fim de 2008 decorreu da expansão da taxa geral de 2,4% para 2,7% nos atrasos superiores a 90 dias.

O executivo do BB destaca que a pressão partiu das operações de crédito com empresas, cuja inadimplência aumentou de 1,7% para 2,6% no trimestre. A estimativa do BB é de que, em função da crise, a inadimplência geral na instituição pode subir cerca de 2,2 pontos percentuais ao longo de 2009. "A gente percebe que a inadimplência está aumentando", comentou.

(Redação com Valor On Line)

BB retoma liderança de mercado per dida para Itaú Unibanco

 

Segundo o jornal Gazeta Mercantil, o posto de maior banco do Brasil e do Hemisfério Sul em ativos conquistado pelo Itaú Unibanco após a fusão das operações em novembro passado durou aproximadamente seis meses.

Ao divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2009, o Banco do Brasil (BB) reportou ativos totais de R$ 591,92 bilhões, uma alta de 42,9% em um ano. Entretanto, nesse número ainda não constam os 50% de participação adquiridos pelo BB do Banco Votorantim (BV) no início deste ano. Com essa fatia - em torno de R$ 41,8 bilhões do total de ativos de R$ 83,6 bilhões do BV - o Banco do Brasil passa a ter ativos de R$ 633,72 bilhões, cerca de R$ 15 bilhões acima dos R$ 618,94 bilhões anunciados pelo Itaú Unibanco no início do mês.

Marco Geovanne Tobias, gerente de relações com investidores do BB, explica que essa fatia ainda não foi contabilizada no balanço porque a instituição aguarda a autorização do Banco Central (BC) para a operação, o que deverá acontecer sem transtornos, mas ainda não há data definida.

Outras aquisições que o BB realizou do ano passado para cá (como a do Banco Nossa Caixa, do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Banco do Piauí) foram decisivas para o retorno à liderança, mas a arrancada no crédito nesse período de crise também foi fundamental. Enquanto boa parte dos bancos privados fechou as torneiras do crédito, a instituição, controlada pelo governo federal, baseada em sua estratégia de crescimento também orgânico e pelas orientações do presidente Lula, disparou nesse mercado.

A carteira de crédito do BB, incluindo operações externas e prestação de garantias, cresceu 41,3% em doze meses e 7,3% ante dezembro, encerrando março com um volume de R$ 254,4 bilhões. A expansão ficou bem acima da média do mercado brasileiro, ressalta Tobias, de 1,1% no trimestre e em torno de 25% em um ano. "Certamente o crédito tem sido a mola do crescimento orgânico do BB, mas as aquisições que o banco fez já mostram a que vieram", diz o executivo, observando que a compra da Nossa Caixa contribuiu com cerca de 12% da expansão dos ativos e com parte expressiva da evolução no crédito - os ativos e o passivo da Nossa Caixa já foram contabilizados no balanço do BB.Sem a Nossa Caixa, as operações de crédito do BB cresceram 1,6% no trimestre e 29,8% em um ano, percentuais também acima do mercado e dos seus principais concorrentes privados: ante dezembro, o Itaú Unibanco teve leve alta de 0,3% e os bancos Bradesco e Grupo Santander apresentaram ligeira retração. Conforme Tobias, o desempenho apenas do BB no crédito foi impactado pela sazonalidade do agronegócio, em período de entressafra, além da crise, que reduziu o apetite dos tomadores.

No agronegócio, a carteira alcançou R$ 64,28 bilhões, crescimento de 13,7% em um ano e de 0,9% ante dezembro. As operações para pessoas físicas foram a R$ 61,13 bilhões, uma alta de 67% em doze meses e de 25,3% no trimestre. O destaque, afirma Tobias, foi o crescimento no segmento de crédito consignado, área de forte atuação da Nossa Caixa, de 94,5% em doze meses e de 40,9% no trimestre, para um estoque de R$ 24,4 bilhões - o que rendeu uma participação nesse mercado de 30,3% e uma carteira com menor risco. No financiamento a veículos, área que tem sido estratégica para o BB, a expansão foi de 97,7% em um ano, para R$ 7 bilhões em março.

A carteira de pessoa jurídica atingiu R$ 101,8 bilhões, com avanço de 47,2% em um ano e de 4,7% sobre dezembro. Tobias afirma que, para 2009, a instituição ainda mantém intactas as previsões anteriores, de evolução entre 13% e 17% para as suas operações de crédito, ante um avanço esperado de 10% a 15% para o mercado. A ênfase maior, diz, será na pessoa física, com expectativa de alta de 20% a 25%.

Os índices de inadimplência cresceram no BB, como em grande parte dos bancos, passando de 2,4% sobre o total da carteira em dezembro, para as operações com atraso acima de 90 dias, para 2,7%. Na pessoa jurídica subiu de 1,7% para 2,1% e na pessoa física ficou estável em 5,9%. Tobias ressalta que esses índices são todos abaixo da médiado mercado. A provisão para créditos de liquidação duvidosa somou R$ 2,65 bilhões, alta de 65,5% em um ano, mas queda de 31,8% ante dezembro.

Queda no lucro

O Banco do Brasil encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,66 bilhão, queda de 29,1% comparativamente ao apurado em igual intervalo de 2008 e uma retração de 43,4% ante o apurado entre outubro e dezembro do ano passado. Sem eventos extraordinário, o banco teve um lucro de R$ 1,35 bilhão, com redução de 12,9% e 16,5%, respectivamente. Segundo o executivo, os ganhos foram impactados por eventos extraordinários, como aumento das provisões para crédito de liquidação duvidosa, reforço para provisões relativas a planos econômicos, além de outros para demandas trabalhistas e fiscais. Na lista de efeitos positivos, ele cita o reconhecimento de créditos tributários. No total, houve um impacto positivo pouco superior a R$ 300 milhões.

Fonte: Gazeta Mercantil

Comentários: E por que uma empresa, competindo num mesmo mercado, dá um prejuízo de R$349 milhões, enquanto a outra dá um lucro de R$1,66 bilhão?

A diferença colossal do resultado do primeiro trimestre entre os dois bancos revela a diferença de práticas administrativas (e gerenciais) há muito indentificadas nas duas instituições:

1 - No BB o foco é no cliente para, através do capital humano, atingir os resultados traçados.

2 - Na Nossa Caixa, isto é tradição, o foco era no resultado, através dos clientes, em detrimento do capital humano.

O resultado é este que se vê. Darwin, melhor que qualquer outro explicaria esse processo:

No nicho do mercado bancário algumas espécies estão irremediavelmente condenadas à extinção, porque foram incapazes de reconhecer suas deficiências históricas e endógenas como o parasitismo fisiológico, o corporativismo insipiente, práticas gerenciais obsoletas, profissionais despreparados e apaniguados e, principalmente, a catatonia esquizofrênica espalhada desde os cargos estratégicos, passando pelos cargos táticos até os cargos operacionais (execução) de uma instituição à iminência da extinção.

Nenhuma novidade. Segundo a teoria da seleção das espécies: quem não evolui, desaparece; e o Banco Nossa Caixa está com os seus dias contados. A partir de 2010 será apenas figurinha de contemplação infantil ao lado de dinossauros, mamutes, lunetas e (jusque)vícios.

Aos jurássicos que já se vão, tarde inclusive, e ao novo que se vislumbra o Clipping do Tato, carinhosamente:



Escrito por Tato às 11h55
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Choque de "jestão": Administração Serrista Reporta Prejuízo Record à Nossa Caixa 2

Nossa Caixa registra prejuízo líquido record de R$ 349 milhões no primeiro trimestre, uma sapatada em matéria de Gestão Bancária
O Banco Nossa Caixa encerrou o primeiro trimestre deste ano com prejuízo líquido de R$ 349 milhões, ante lucro de R$ 114,9 milhões registrado no mesmo período de 2008. Daí a necessidade de seu controlador, o Banco do Brasil, ter acelerado o processo de acomodação de novos diretores ao banco paulista desde fevereiro. Os olhos do dono é o que engorda o porco Adquirida no final do ano passado pelo Banco do Brasil, a Nossa Caixa informou que a perda trimestral se justifica (?) pelos ajustes feitos com o ob jetivo de equalizar seus critérios de estimativas contábeis aos praticados pelo BB, além do reconhecimento de obrigações necessário para a transferência do controle acionário. Se não fossem esses ajustes e as provisões para contingências cíveis referentes a planos econ ômicos, o lucro teria ficado em R$ 51 milhões. Isso equivale a dizer que se não fosse a administração homoafetiva que une, umbilicalmente, demos e tucanos há 16 anos a frente do banco paulista o resultado seria bem diferente. Dados Financeiros Entre janeiro e março, o resultado da intermediação financeira da Nossa Caixa somou R$ 578,6 milhões, uma queda de 22,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O saldo da carteira de crédito estava em R$ 13,8 bilhões ao final de março, 42,3% maior do que um ano antes . Mais representativo da carteira, o segmento de pessoas físicas mostrava saldo de R$ 10,8 bilhões ao final do primeiro trimestre, um crescimento de 48% em um ano. O caso das empresas, a alta foi de 29%, para R$ 3,1 bilhões. Quanto ao índice de inadimplência, representou 5,2% da carteira total, uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2008, quando ficou em 5,8%. Na comparação com o quarto trimestre de 2008, no entanto, avançou 0,6 ponto percentual. A carteira de pessoas jurídicas, entretanto, mostrou crescimento nos dois cenários de comparação, fechando o primeiro trimestre deste ano em importantes 9,3%, o que representa elevaç ão de 1,4 ponto ante o mesmo período de 2008 e de 2,7 pontos quando comparado ao trimestre final do calendário passado. Justificando o injustificável
Segundo o banco, "a crise" é a grande culpada pelo maior volume de calotes, é claro; e não a péssima gestão imprimida por um bando de sapatonas e bichas sem conhecimentos, experiência ou caráter, apaniguados por peixes barracudas demos-tucanos que pintaram o sete na administração do banco paulista por durante quase duas décadas. Será que os lucros auferidos, em mesmo período, por Banco do Brasil, HSBC, Itaú e Bradesco também serão atribuídos à "crise"? Já nas pessoas físicas, a inadimplência representou 4% d a carteira, com queda de 1,1% ante o primeiro trimestre de 2008 e estável na comparação com os três últimos meses do ano passado. Diante disso, o banco desembolsou R$ 260,5 milhões com provisões para créditos de liquidação duvidosa no primeiro trimestre, uma alta de 30,1% ante o mesmo período do ano passado. Os ativos totais da Nossa Caixa estavam em R$ 54,26 bilhões ao final de março, 5,45% superior a igual período de 2008. O patrimônio líquido ficou estável em R$ 2,8 bilhões.

Da porta para fora

Ex-diretora de Gestão de Pessoas da Nossa Caixa, Marly Juskevicius, remanescente da adminsitração demo-tucanalha foi, ao lado do diretor de operações Daniele Luneta (foto ao lado) e gerentes regionais, uma das grandes responsáveis pela desagregação do corpo de funcionários do banco paulista, ao instituir um modelo de seleção fraudulento, denominado Cadastramento de Rede, em que privilegiou apaniguados em detrimento de competências, perfis ou experiência laborial, segundo o Sindicato dos Bancários.

Mais recentemente, em abril, Luneta foi extirpado da diretoria de Rede e Distribuição e segregado à diretoria de Operações numa tentativa de obstar a distribuição de dejetos nos ventiladores da rede de unidades. Já a ex-diretora do RH foi chutada escadas abaixo no prédio da administração da ex-Nossa Caixa 2, segundo colegas de trabalho.










Comentários: Que me desculpem as "márcias e reginas", sou totalmente a favor da emancipação "homoafetiva", desde que não comam a carne no mesmo prato em que se come o pão, não passem a mão na minha bunda, e nem me convidem para suas orgias.
Será que o BB não fará uma auditoria no banco paulista para descortinar esse descalabro administrativo "homoafetivo"?


Escrito por Tato às 14h00
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Protógenes depõe dia 8 de abril na CPI dos caras-de-pau

 



Escrito por Tato às 09h48
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PROTÓGENES, HOJE, AO VIVO NA REDE VIDA !!!



Escrito por Tato às 12h48
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